segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lareira apagada

Que ele não vai voltar é cada dia mais verdadeiro. E mais intenso. Claro que sei que é verdade, há muito(quase três meses!).
Mas, às vezes, parece que é só uma ausência e ele vai voltar e vou contar-lhe as novidades (pelo menos algumas!) e vamos fazer planos para as férias e para a casa recuperada e ... e...
Depois, tenho que descer à terra e cair em conta que, comigo, só em espírito. Até posso falar com ele mas...
No passado distante, nunca pensei viver esta situação. No passado recente, só a imaginava para daqui a muitos anos. E afinal...
Que estado de vida é este que não me sinto preparada para acolher? Como viver este chamamento?
É saudade o que sinto? É tristeza, só?
É dor, é fogo, é tristeza contente. O amor não morre quando morre alguém !

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novo ano... reordenar a vida

"Bom ano" é um dos votos que, regra geral, formulamos. E desejamos que esse voto se concretize para cada um de nós. Ou pelo menos para aqueles de que quem gostamos.
E se também for um bom ano para aquele indivíduo que passa o tempo a explorar, a extorquir, a fazer o mal, enfim? Para esse esperamos que o ano seja mau ou então, que encontre o caminho certo.
Um ano novo é sempre uma hipótese para começar algo diferente, melhor, "mais". Um ano novo pode ser "natal" para quem não crê. Um ano novo é sempre uma oportunidade.
Começar de novo, reordenar a vida, confiar... BOM ANO NOVO!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

À lareira

Estou à lareira há meia hora. Tenho a cara quente e os pés gelados. Hoje foi um dia de muito trabalho intelectual, mas foi bom.
Escrever ao fim de um dia relaxa e ajuda a ordenar as ideias.
O ano está a acabar. Foi um ano tão diferente! :(
Às vezes, penso como se nada tivesse mudado, depois lembro-me que nada será como antes, que nada já é como foi.  Quase me apetece tomar para mim uma personagem de Tchekhov, daquelas a quem a vida reservou algo em que nunca tinha pensado (pelo menos tão cedo). Muito ao longe escuto os ecos dos diálogos de uma qualquer peça interpretados por Sinde Filipe e Carmen Dolores.
Sempre o fingimento.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Salamandra

Comprei hoje uma salamandra. Não um animal, mas um equipamento calorífero.
Está frio e à lareira ou à salamandra, o importante é aquecermo-nos.