sábado, 7 de maio de 2011

Para os tempos de hoje

"Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que colocam Deus em
primeiro lugar, mas que também se ‘esforcem’ na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo para rezar
e que saibam namorar na pureza
e castidade, ou que se consagrem na sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século
XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e
as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem
no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot-dogs,
que usem jeans, que sejam internautas, que usem walkman.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um ‘copo’
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos."

João Paulo II

quarta-feira, 9 de março de 2011

Entre sol e chuva

A Natureza segue o seu rumo. As árvores animam-se de folhas e botões, pássaros chilreiam, o sol levanta-se e põe-se em cada dia.
O tempo atmosférico anda irregular. Como se reflectisse o estado de espírito de cada um.
Por vezes, tenho impulsos de criatividade que se esbatem depressa, sob pretextos tão simples como: não sei da agulha de crochet ou antes de começar a escrever a história, tenho um relatório ou um texto para preparar,...Enfim!
Fiz coisas boas estes dias. Limpei meio canteiro, plantei uma ameixeira, vários pés de morangueiros, dois pés de physallis, três pés de silva mansa (dá amoras muito grandes). Nada mau.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lareira (recuperador) apagada/o

Um dia da semana passada, sonhei com ele. Foi um sonho bom até acordar de repente, sem saber onde  ou em que tempo estava. Sonhei que ele não tinha morrido. Abraçámo-nos felizes e eu tentava perceber que engano mais estúpido tinha sido aquele. Ao acordar completamente atordoada, compreendi que o engano estava no sonho e não naquilo que vivo.
Sonhos...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lareira apagada

Que ele não vai voltar é cada dia mais verdadeiro. E mais intenso. Claro que sei que é verdade, há muito(quase três meses!).
Mas, às vezes, parece que é só uma ausência e ele vai voltar e vou contar-lhe as novidades (pelo menos algumas!) e vamos fazer planos para as férias e para a casa recuperada e ... e...
Depois, tenho que descer à terra e cair em conta que, comigo, só em espírito. Até posso falar com ele mas...
No passado distante, nunca pensei viver esta situação. No passado recente, só a imaginava para daqui a muitos anos. E afinal...
Que estado de vida é este que não me sinto preparada para acolher? Como viver este chamamento?
É saudade o que sinto? É tristeza, só?
É dor, é fogo, é tristeza contente. O amor não morre quando morre alguém !

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novo ano... reordenar a vida

"Bom ano" é um dos votos que, regra geral, formulamos. E desejamos que esse voto se concretize para cada um de nós. Ou pelo menos para aqueles de que quem gostamos.
E se também for um bom ano para aquele indivíduo que passa o tempo a explorar, a extorquir, a fazer o mal, enfim? Para esse esperamos que o ano seja mau ou então, que encontre o caminho certo.
Um ano novo é sempre uma hipótese para começar algo diferente, melhor, "mais". Um ano novo pode ser "natal" para quem não crê. Um ano novo é sempre uma oportunidade.
Começar de novo, reordenar a vida, confiar... BOM ANO NOVO!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

À lareira

Estou à lareira há meia hora. Tenho a cara quente e os pés gelados. Hoje foi um dia de muito trabalho intelectual, mas foi bom.
Escrever ao fim de um dia relaxa e ajuda a ordenar as ideias.
O ano está a acabar. Foi um ano tão diferente! :(
Às vezes, penso como se nada tivesse mudado, depois lembro-me que nada será como antes, que nada já é como foi.  Quase me apetece tomar para mim uma personagem de Tchekhov, daquelas a quem a vida reservou algo em que nunca tinha pensado (pelo menos tão cedo). Muito ao longe escuto os ecos dos diálogos de uma qualquer peça interpretados por Sinde Filipe e Carmen Dolores.
Sempre o fingimento.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Salamandra

Comprei hoje uma salamandra. Não um animal, mas um equipamento calorífero.
Está frio e à lareira ou à salamandra, o importante é aquecermo-nos.