quinta-feira, 7 de julho de 2011

O poder do manjerico

Redondinho ou mais espigado, de um verde sem igual, folha miúda ou crescida, deixa um rasto de frescura... e afasta as moscas.
Junho é o seu mês e nos festejos populares tem lugar cativo.
Pertence às Labiadas e tem utilidades diversas.
Quem o semeia sabe que dele tudo se pode esperar. Promova-se o manjerico com propósitos solidários e as respostas positivas não se fazem esperar.
A minha mãe gostava do manjerico. O meu avô costumava oferecer-lhe um no dia de S. João, dia de aniversário de minha mãe. Depois era o meu tio ou, às vezes, o meu pai quem lho oferecia.
Agora, eu procuro o manjerico em cada ano. Divulgo-o, vendo-o sempre que posso, ofereço-o quando me apetece.
Para mim, o poder do manjerico é avivar-me boas recordações e tornar-me permeável aos outros.
Junho 2010

Aos 8 meses

"Esta noite voltei a sonhar com ele. Às tantas, dizia-lhe:
- Assim, aqui ao meu lado, até parece que não morreste".
21 de Junho

sábado, 7 de maio de 2011

Recorrência Tranquila

No início desta semana voltei a sonhar com ele.
É sempre tão bom, tão doce.
Encontrámo-nos e descansámos a cabeça no ombro um do outro.
"Finalmente!" pensámos em uníssono (porque nos sonhos, ouvimos os pensamentos uns dos outros).

Para os tempos de hoje

"Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que colocam Deus em
primeiro lugar, mas que também se ‘esforcem’ na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo para rezar
e que saibam namorar na pureza
e castidade, ou que se consagrem na sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século
XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e
as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem
no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot-dogs,
que usem jeans, que sejam internautas, que usem walkman.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um ‘copo’
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos."

João Paulo II

quarta-feira, 9 de março de 2011

Entre sol e chuva

A Natureza segue o seu rumo. As árvores animam-se de folhas e botões, pássaros chilreiam, o sol levanta-se e põe-se em cada dia.
O tempo atmosférico anda irregular. Como se reflectisse o estado de espírito de cada um.
Por vezes, tenho impulsos de criatividade que se esbatem depressa, sob pretextos tão simples como: não sei da agulha de crochet ou antes de começar a escrever a história, tenho um relatório ou um texto para preparar,...Enfim!
Fiz coisas boas estes dias. Limpei meio canteiro, plantei uma ameixeira, vários pés de morangueiros, dois pés de physallis, três pés de silva mansa (dá amoras muito grandes). Nada mau.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lareira (recuperador) apagada/o

Um dia da semana passada, sonhei com ele. Foi um sonho bom até acordar de repente, sem saber onde  ou em que tempo estava. Sonhei que ele não tinha morrido. Abraçámo-nos felizes e eu tentava perceber que engano mais estúpido tinha sido aquele. Ao acordar completamente atordoada, compreendi que o engano estava no sonho e não naquilo que vivo.
Sonhos...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lareira apagada

Que ele não vai voltar é cada dia mais verdadeiro. E mais intenso. Claro que sei que é verdade, há muito(quase três meses!).
Mas, às vezes, parece que é só uma ausência e ele vai voltar e vou contar-lhe as novidades (pelo menos algumas!) e vamos fazer planos para as férias e para a casa recuperada e ... e...
Depois, tenho que descer à terra e cair em conta que, comigo, só em espírito. Até posso falar com ele mas...
No passado distante, nunca pensei viver esta situação. No passado recente, só a imaginava para daqui a muitos anos. E afinal...
Que estado de vida é este que não me sinto preparada para acolher? Como viver este chamamento?
É saudade o que sinto? É tristeza, só?
É dor, é fogo, é tristeza contente. O amor não morre quando morre alguém !